Thursday, November 15, 2007

Dia cheio

Dia cheio. Fomos a Portobello, depois fomos à Tate ver a exposição de Lucien Freud (também vi os quadros de Turner que lá estão). Depois a Betty não queria ir para casa e fomos a Richmond, ao parque, andámos a pé no belo jardim, perto do rio, no campo. Tirámos fotos. Foi bom. A Betty diz tontices: "tu és o meu amante eterno". Depois, mais tarde, diz que gosta de mim mas que não poder falar de mim aos pais estraga tudo. Além disso tem medo de ficar sozinha. O criador de éguas que lhe anda a fazer a corte não lhe diz nada, não lhe inspira nem paixão nem desejo particular, diz ela. Acredito? Claro que não. A parte dela que é sincera e a parte dela que é manipuladora são impossíveis de distinguir. Se eu tivesse algum bom senso já tinha terminado esta relação absurda há muito tempo. Mas falta pouco, ela no Verão fica em Portugal e vejo-me enfim livre destas inquietações permanentes.

(Caderno Azul)