Wednesday, November 14, 2007

Que paz

A Antónia e eu amamo-nos como duas crianças. Eu fico comovido com a alegria dela, o entusiasmo dela, a ternura dela. A nossa relação não vai durar sempre, eu sei, ela é muito nova. Como eu não quero impedi-la de viver a sua vida, um dia destes tenho de obrigá-la a distanciar-se de mim, a voltar à realidade. Que pena. A minha vida fica vazia de novo. Mas tê-la conhecido fez-me acreditar que o amor ainda é possível. Eu gosto de mulheres, mas prefiro as raparigas. Claro, há mulheres que nunca deixam de ser raparigas, mas são raras. A energia da Antónia, a sua generosidade, a sua coragem e os seus projectos são um bálsamo para a monotonia da minha vida.

Querido Gonçalo



Hoje de manhã não havia electricidade, entrei em pânico, não podia ver se tinha email teu. Agora por milagre a corrente voltou. Mas hoje ainda não me escreveste.

Vou ter um cãozinho preto, é tão querido. É muito pequenino ainda, um bébé. Apetece-me beijá-lo da cabeça aos pés. Deram-no ao meu pai, um colega da Faculdade. Hei-de tirar-lhe uma fotografia e mando-ta. Mas tens de o ver quando cá vieres, em Junho.



Tu dizes-me para sonhar menos. Não aprendeste comigo que a vida é feita de sonhos?


Que dia fantástico, que paz, que calor.


Adoro-te, meu amor. Love you, think of you all the time.


Antónia

(Caderno Verde)