Sunday, February 17, 2008

Sem paixão...


Meti-me no carro, fui conduzindo ao longo da costa do Pacífico, para o Sul. A tarde estava bonita. À ida fui ouvindo os quartetos 15 e 16 de Beethoven, à volta os três quartetos opus 54 de Haydn. Tenho pena de morrer um dia porque não posso continuar a ouvir esta música nem a saber da existência das pessoas de quem gostei. Já percebi: sem paixão, sem a consciência, mesmo desajustada, de termos um destino, a vida é árida, não tem poesia nem sentido. A loucura, paixão incurável, deve saber isso.